
Após 26 anos, o Fluminense orgulha o Brasil retumbante de glórias e vitórias mil. Com muito sofrimento e nervosismo, os tricolores finalmente soltaram o grito de campeão e pintaram o país de verde, branco e grená.
O Estádio Olímpico João Havelange recebeu a partida mais importante do campeonato. Todos os apaixonados por futebol estavam com olhos e ouvidos ligados no jogo do Fluminense. Afinal, uma simples vitória sobre o rebaixado Guarani garantia o tão esperado título brasileiro. E o Engenhão nunca viu uma festa tão bonita. As bandeiras, o mosaico, os cantos da torcida e o primeiro título do estádio, deram o tom do gran finale.
O jogo começou tenso. O Guarani marcava o meio-campo do Fluminense e diminuía os espaços. O tricolor, por sua vez, não conseguia aproveitar os laterais para chegar ao ataque. A torcida acompanhava o jogo em um silêncio que só os tricolores entendem.
No segundo tempo, Carlinhos e Mariano acordaram e deram mais opções de ataque ao Fluminense. Em jogada pela esquerda, Carlinhos luta pela bola, cruza para Washington desviar de cabeça e Emerson mandar para o fundo da rede. Gol do título. Faltava 30 minutos para o fim do jogo. Os mais longos da vida de cada tricolor.
Pausa. Vamos relembrar a trajetória? Afinal, como dizia o saudoso e ilustre Nelson Rodrigues, “ninguém conquista um título num único dia, numa única tarde. Não... Um título é todo sangue, todo suor e todo lágrimas de um campeonato inteiro”. E o título do Fluminense foi conquistado com mais de um campeonato inteiro. O tricolor começou a ser campeão em 2009. Os matemáticos diziam que o Fluminense tinha 98% de chance de ser rebaixado. Muitos jornalistas diziam que o clube disputaria a série B em 2010. Mas só um time enorme consegue uma arrancada inesquecível. E agora sabemos que eles não estavam fugindo do rebaixamento, mas correndo para o título.
Finalmente o Fluminense volta ao topo – seu lugar de direito. O tradicional clube das Laranjeiras conquistou o campeonato mesmo com adversidades – os principais jogadores lesionados, a quase perda do técnico Muricy Ramalho e o fechamento do Maracanã –, porque para o Fluminense tem que ser suado. Sempre foi assim. Sempre será. As conquistas são sofridas, épicas, inesquecíveis... E o que fica é a certeza rodriguiana: “Se quereis saber o futuro do Fluminense, olhai para o seu passado. A história tricolor traduz a predestinação para a glória”.
Parabéns aos guerreiros do campo, da arquibancada, do rádio de pilha... Parabéns, tricolores! Parabéns, tricampeões!